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Mundo
Katrina: Inquérito diz que vítimas poderiam ter sido salvas
17:30 15/02
Líderes Republicanos e Democratas do Senado americano criticaram o diretor de Segurança Nacional, Michael Chertoff, nesta quarta-feira, depois que um inquérito do congresso descobriu que centenas de vítimas do furacão Katrina poderiam ter sido salvas se o planejamento tivesse sido melhor e as ações mais rápidas. Segundo a senadora Susan Collins, a performance do Departamento de Defesa em relação ao furacão deve ser julgada como um fracasso. Ela disse que continuava perplexa com a decisão de nomear o então presidente da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências, Michael Brown, como um dos coordenadores da ações governamentais do Katrina.
Brown foi muito criticado por sua atuação e pediu demissão por causa da pressão pouco depois. Ele acusou outras pessoas da administração, incluindo funcionários da Casa Branca de ignorar seus avisos de enchentes em Nova Orleans.
Michael Chertoff definiu a tempestade como "uma das experiências mais traumáticas de sua vida", reiterando depoimento anteriores e afirmando que não sabia que diques e barragens da cidade haviam se rompido no dia da tempestade, apesar das afirmações contrárias de Brown. Ele reconheceu os erros e os muitos lapsos e disse que assumia a responsabilidade.
O inquérito chamado "Uma Falha de Iniciativa", foi liberado nesta quarta-feira e concluiu que muitas das mortes poderiam ter sido evitadas se o governo tivesse prestado atenção nas lições dos ataques terroristas de 2001. As descobertas colocaram a culpa no Estado e nas autoridades locais e concluíram que a maior falha do governo federal foi não reconhecer as possíveis conseqüências do Katrina à medida que o furacão se aproximava da costa do Golfo do México. Isso deveria ter mobilizado o governo à realizar uma evacuação depois da tempestade em Nova Orleans." A passividade fez os maiores danos", afirma o documento.
Agência Estado
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