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Mundo
Iraque investiga denúncia esquadrão da morte na polícia
17:40 16/02
O Ministério de Interior do Iraque abriu uma investigação para apurar denúncias segundo as quais a polícia estaria operando esquadrões da morte no país, anunciou o general Hussein Kamal, vice-ministro da pasta.
O inquérito sobre os esquadrões da morte foi divulgado pouco depois de policiais terem encontrado corpos de mais 12 homens executados em três diferentes pontos de Shula, um bairro predominantemente xiita de Bagdá, capital iraquiana.
Kamal, encarregado dos serviços internos de espionagem, informou que a abertura das investigações foi impulsionada por uma ação do Exército dos Estados Unidos no mês passado. Durante a operação, soldados americanos detiveram 22 iraquianos trajando uniformes da polícia, prestes a executar um cidadão árabe sunita.
"Estamos especialmente interessados em saber se eles trabalham no Ministério do Interior ou se dizem estar ligados de alguma forma a ele", disse Kamal em entrevista à Associated Press.
Um general americano disse que as forças dos EUA encontraram evidências sobre o funcionamento de um esquadrão da morte dentro do Ministério do Interior do Iraque, informou o jornal Chicago Tribune em sua página na internet. O general Joseph Peterson assegurou que os membros do esquadrão estavam empregados no ministério como patrulheiros rodoviários.
Um oficial do Exército americano em Bagdá confirmou o teor da reportagem, mas recusou-se a fornecer detalhes sobre o assunto.
Corpos de árabes sunitas amarrados, amordaçados e com perfurações de tiros na cabeça têm aparecido há meses nas ruas de Bagdá, alimentando as denúncias de assassinatos sectários.
Em diversos casos, líderes da minoria árabe sunita atribuíram as chacinas a xiitas trajando uniformes da polícia ou do Exército. As forças de segurança do Iraque são dominadas pela maioria árabe xiita.
Ao mesmo tempo, xiitas também têm sido sistematicamente atacados por extremistas sunitas em Bagdá, na província de Diyala e em áreas ao sul da capital onde xiitas e sunitas convivem mutuamente.
A ministra iraquiana de Direitos Humanos, Nermine Othman, disse acreditar que oficiais do baixo escalão do Ministério de Interior poderiam estar usando criminosos para promover os massacres.
Agência Estado
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