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Mundo
Hamas irá anunciar Gabinete no começo de março
16:20 15/02
Líderes do Hamas afirmaram hoje que o grupo militante islâmico formará seu Gabinete no começo de março. O Parlamento, liderado pelo Hamas, se reunirá pela primeira vez desde a eleição de 25 de janeiro na qual o partido ganhou 72 das 132 cadeiras no próximo sábado. Há indícios de que o grupo irá esperar até as eleições do parlamento de Israel para formar seu Gabinete.
O Hamas já nomeou seus candidatos para vários cargos parlamentares. O pregador de mesquita Ahmed Bahar foi eleito deputado e um líder do partido em Gaza, Mahmoud Zahar, foi nomeado líder da facção. O professor de geografia da Cisjordânia, Abdel Aziz Duaik, foi nomeado orador do parlamento, que, além de sua autoridade parlamentar, poderia se tornar o presidente da Autoridade Palestina se o líder atual, Mahmoud Abbas, morrer.
Duaik e Bahar estão entre os membros mais proeminentes e respeitados do Hamas entre o público palestino. Suas nomeações assinalaram que o grupo dividirá responsabilidades entre a Cisjordânia e Gaza. A Autoridade Palestina (AP) possui sedes do parlamento nas duas regiões e as sessões são feitas por videoconferência.
O legislador do Hamas Mushir al-Masri afirmou que o novo governo poderá contar com uma ou duas mulheres e líderes do partido afirmaram que o próximo primeiro ministro da Palestina será do grupo militante
Eleições israelenses
Pesquisas mostram que Kadima, o partido de Ariel Sharon, liderado pelo primeiro ministro Ehud Olmert está ultrapassando adversários na plataforma de concessões territoriais ao palestinos. Mas, à medida que os membros do Hamas tomarem o poder, os partidos que defendem linha dura contra os palestinos, como o do ex-primeiro ministro Benjamin Netanyahu, podem ganhar terreno.
O jornal The Yediot Ahronot citou o ministro da defesa israelense Shaul Mofaz, dizendo que se o próximo ministro palestino e orador do parlamento forem do Hamas, Israel cortaria todos os laços com a Autoridade Palestina.
Olmert afirmou que todos os contatos com os palestinos serão revistos uma vez que o Hamas juntar-se ao governo. "Nós não vamos negociar com uma autoridade palestina dominada total ou parcialmente por uma organização terrorista", disse ele em uma reunião com líderes judeus dos Estados Unidos, na terça-feira.
Agência Estado
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